É Tetra!!!

Ano passado, mais ou menos nesta época do ano, nossa querida amiga e vizinha Ivana escreveu este post aqui: “O pior ano de nossas vidas“. Eu poderia simplesmente linkar esse post, pois um ano depois ele diz mais ou menos, palavra por palavra, o que eu e a Lu pensamos sobre este ano que passou. Isso só academicamente falando, não vou nem mencionar outros fatores externos como por exemplo terem assaltado nosso apartamento.

Porém, decidi escrever um post “exclusivo” para o nosso caso porque eu sei que muitas pessoas (são muitas?) que leem este blog acompanharam nossas reclamações por Twitter, Facebook e mesa de bar quando fomos ao Brasil (que aliás, merece um post depois) e querem saber mais ou menos o que aconteceu. E também porque eu quero desabafar e provar que não reclamamos à toa.

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Dublin in a nutshell

Faz tempo, né?

Bom, fato que demos uma desencanada. A vida por aqui meio que entrou nos eixos de “vida normal”, o que é ruim e bom. Meanwhile, a Luiza tá aos pouquinhos alimentando (sem trocadilho) um blog sobre comida e nossas aventuras culinárias aqui em casa, confere lá!

Mas eu resolvi ressuscitar esse espaço e escrever um pouco mais, pois acabamos de chegar de Dublin e acho que tenho coisas a dizer sobre. Então, comecemos.

No more tears, no more Paddy’s lament

“You know, I would say the difference [between German and Irish people], is that you always share your things, you look after the others around you, do you understand what I’m saying?”

Essa frase, dita mais ou menos assim por um taxista com um sotaque do interior da Irlanda beirando o incompreensível, foi o que fechou sensacionalmente nossa experiência de cinco dias em Dublin. Dois minutos depois, quando desci do táxi, meus olhos enchiam de lágrimas e não me dava vontade de ir embora.

Um dos principais motivos pelo qual resolvemos fazer uma última viagem antes da viagem de fim de ano (que tem conotação totalmente familiar), foi o fato de precisarmos “respirar” um pouco, fugir um pouco da Alemanha. O inverno se aproxima e com ele o Alemão vai fechando (mais) a cara, o dia vai ficando mais triste e o BANZO bate constantemente. A soma dos fatores internos e externos (a.k.a. Mestrado e a língua incompreensível – sim, ainda) nos deixa bem mal. Era preciso lavar a alma, e sabendo que o povo Irlandês leva a fama de festivo e “quente”, e o fato de ter meu amigo Heitor morando por lá foram cruciais na decisão.

Estando lá, todas as teorias se confirmaram e no fim das contas eu acabei tomando um “sacode” da vida que me deixou muito feliz e triste, e me motivou a tirar o pó desse blog aqui.

“Eu acho que a Alemanha me deixou azedo”

Foi quando eu disse essa frase pra Luiza que me caiu a ficha. É um fato. Passar esses cinco dias na casa de quatro brasileiros (e uma agregada) me fez perceber o quanto eu sou diferente do que eu era há um ano e pouco atrás. E isso – em certos aspectos que eu menciono aqui – é ruim PRA CARALHO, e isso DÓI PRA CARALHO. Durante esses cinco dias o que eu vi e vivi – e tenho certeza que a Lu concorda comigo – foi uma constatação de que os Irlandeses são como os Brasileiros, e isso foi genialmente e ingenuamente definido pelo taxista: nós cuidamos uns dos outros. Nós nos preocupamos uns com os outros e não estamos bem se nossos amigos não estão bem. E quando eu digo “nós”, eu me refiro ao nomezinho que vai ali no meu passaporte, conhecido em alemão pelo impronunciável termo Staatsangehörigkeit, os brasileiros que sabem a dificuldade que é viver na Europa (BEM diferente de passar férias, que fique claro) – mas me excluo da lista, pelo menos provisoriamente.

É triste perceber que o máximo que a gente consegue desse “comportamento” por aqui é com os queridos vizinhos Ivana e Johnny, e é triste saber que depois que eles derem o próximo passo na vida deles, nós estaremos aqui sozinhos, sem ninguém to look after e being looked after. E é mais triste ainda perceber que essa relação que nós temos aqui é a exceção, e não a regra; que aqui na Alemanha – assim como em outros países que são mais ricos, aparentemente – tudo funciona no Me-self e não no Our-self; e é particularmente triste perceber que eu meio que absorvi isso por osmose.

Se a Alemanha me deixou azedo, eu acho que ainda tá em tempo de mudar. Não dá pra ter o melhor dos dois mundos, mas dá pra fazer um pouquinho mais do que simplesmente ir com o fluxo dessa gente esquisita – com exceções, óbvio.

Enfim, Dublin foi maravilhoso e as fotos vão pro Facebook logo menos. Eu só queria deixar bem claro aqui pro Heitor, Gustavo, Alexandre, Alessandro e Camila que nosso tempo em Dublin não foi só a turistagem mas também foi a lesson to learn, sem pieguice ou choradeira (vai chorar?). Foi muito bom “me sentir em casa” e conhecer pessoas boas, no melhor sentido da palavra. Lavamos a alma e demos uma boa renovada na energia. Way to go, meus amigos, valeu demais!

So goodbye yellow Brick Lane…

Então, né. O post mais atrasado de toda a história. Até ontem eu estava obcecada com finalizações de trabalhos do mestrado. No entanto a partir de hoje sou uma pessoa de FÉRIAS. Férias estas que durarão incríveis SEIS dias, durante os quais farei questão de COÇAR.

Então, Brick Lane merece mesmo um post separado para descrever toda a AWESOMENESS d0 lugar. A rua, historicamente refúgio de imigrantes em Londres (inicialmente huguenots franceses, depois irlandeses, judeus asquenazes e, do último século para cá, bengalis) abriga no espaço de quatro quadras brechós, lojas, mesquitas, pubs, cafés, gente esquisita, interessante ou exótica e biroscas de comida indiana, paquistanesa e bengali. Pertinho das estações de metrô de Liverpool St. e Aldgate, chegar lá não é tão difícil se você, ao contrário de nós, recebeu informações corretas.

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Da kommt der Frühling!

A primavera chegou (e com ela o conhecido “Aprils Wetter” que é até xingamento aqui na Alemanha). Aprendi uma rima em Alemão sobre o tempo de Abril que diz “Der April, weiß nicht was er will” (que significa “Abril, não se sabe o que ele quer”), mas hoje o dia estava agradável e ensolarado, e, sendo este um feriado, porque não um CHURRASCO ALEMÃO?

Vale lembrar que chamamos de Alemão só por dois motivos: foi feito na Alemanha (duh) e a predominância era de Wurst. A carne aqui não é boa o suficiente (nem barata o suficiente) para ser comprada em peça e feita na churrasqueira. Mas fora isso, era um churrasco de povos mais “sociáveis”. Explico: o churrasco Alemão é individualista: você leva sua comida e sua bebida, e ela é só sua e de MAIS NINGUÉM. Nem encoste na carne do coleguinha, o que dirá na cerveja. Chato, não? Nós fizemos o oposto e foi um churrasco bem brasileiro: Cada um levou uma parte que contribuiu para o todo. Mesmo com tanto Wurst (creio que vamos enjoar logo logo) deu pra encher a barriga e ficar bem satisfeito. Fora, claro, a companhia deveras agradável dos Brasileiros do Luisental, uma porção menor de Alemães, uma Colombiana e uma Palestina. Sucesso total.

Vale lembrar que esse gramado “feio” é o quintal daqui de casa. Em tempos ensolarados e de temperaturas agradáveis (descobri que qualquer temperatura entre 10 e 20 graus me faze sentir muito bem), acho que volto a amar Bremen.

London London, parte 3 (e última, espero)

Este post é continuação deste, que por sua vez é continuação deste aqui. Recomenda-se ler na ordem. Ou não.

No dia seguinte acordamos um pouco mais tarde, pois tínhamos MENAS coisas pra fazer, porém ainda assim cedo o suficiente para aproveitarmos cada minuto do último dia. Massimo também foi trabalhar mais tarde, então tomamos um rápido café juntos… mas ainda tínhamos o round 2 do Full English Breakfast nos esperando na rua de baixo; era a melhor OPÇÃ para passar o dia, conforme comprovado no dia anterior.

Descemos, compramos os Dailytickets, tomamos o Breakfast (o Papa’s é tão vazio que o dono lembrou da nossa cara e perguntou se queríamos a mesma coisa) e matamos a última BREJA do dia anterior (uma Ale de latinha, quase um pecado capital, mas ainda assim a menos pior da leva) e, já escolados no lado “certo” dos ônibus, fomos em direção à St. John’s Wood, para de lá andarmos até Abbey Road, nosso primeiro encontro com os Beatles.

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London London, parte 2

Este post é continuação do anterior contando a saga Londrina.

No dia seguinte, começamos cedo depois de uma confortável noite num sofá-cama na sala da casa do Massimo, o Italiano que nos hospedou. Acordamos mais ou menos no mesmo horário que ele, que infelizmente não poderia passar muito tempo conosco pois trabalha em dois locais diferentes e teria um dia cheio. Mas a simpatia e a confiança foram tamanhas que ele me deixou uma chave do apartamento para que pudéssemos sair e voltar tranquilamente, mesmo sabendo que provavelmente aproveitaríamos a cidade o máximo possível e chegaríamos depois dele em casa.

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London London, parte 1

A exemplo da infame saga de Paul Macaco, este post terá de ser dividido em três – quiçá mais – partes, devido a quantidade de pérolas e remarks da nossa viagem à Londres. Portanto, aguarde e confie, psit.

Eu e a Lu resolvemos, em Dezembro, dar uma checada amiga no site da Ryanair e procurar ofertas e promoções para dali dois meses de possíveis locais onde poderíamos passar um pedacinho das nossas férias de Inverno. A famigerada Ryanair tem voos saindo de Bremen, mas por uma diferença de 5 Euros achamos melhor comprar uma passagem para Londres saindo de Hamburg. A lógica utilizada foi o cremoso Semesterticket, que nos permite viajar de graça até lá. Perfeito! Feita a compra por míseros 20 Euros para nós dois, nos programamos para visitar a capital Inglesa no início de Fevereiro. There we go!

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Lomo Update, Blog Update.

Faz tempo, né?

Estamos morrendo com o fim do semestre aqui. Em breve teremos novidades.

Enquanto isso, aproveitei e revelei 3 filmes da minha Lomo – revelar filmes aqui é rápido, fácil e nem custa caro… e ainda tem nome engraçado ‘Filmentwicklung‘. Ainda falta o “diafilm” (cromo), mas dá pra ver algumas coisas… tem Bremen e Amsterdam, basicamente.

Veja mais aqui.

Paul Macaco #2

Este post é continuação do anterior. Portanto, leia-o para entender o contexto, vai ficar mais interessante, juro.

Bem, é sabido que teríamos algumas muitas horas pela frente até que o primeiro trem da madrugada nos DROPASSE em Bremen. Eram por volta de meia-noite, e o BÓLIDO era esperado somente às 5h15. Numa gélida madrugada de quarta para quinta-feira, dia este com as primeiras temperaturas negativas do Outono, realize quatro brasileiros sem saber muito o que fazer para matar o tempo.

A primeira idéia era passarmos a madrugada andando e experienciando a vida noturna na Reeperbahn, idéia esta logo descartada pelo frio gélido e pela ausência de transporte público na madrugada durante a semana, o que poderia fazer com que perdêssemos nosso tão sonhado e quentinho trem. Portanto, a Hauptbahnhof e suas criaturas da noite eram a única opção plausível. Uma das opções ali era um local quentinho e seguro dentro do McDonald’s 24h, porém ao chegarmos lá fomos surpreendidos por uma CÁFILA de peculiares torcedores austríacos bêbados amontoados nas mesinhas e enchendo as fuças de sanduíches ruins e baratos. Sem uma mesa que comportasse nós quatro e diante da hostilidade dos seguranças que expulsavam sem piedade alguma qualquer elemento que estivesse ali sentado sem consumir (alguns, inclusive, roncando e babando sem nenhum tipo de escrúpulo), fomos obrigados a procurar novas opções.

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Es schneit!

“Gapzinho” entre a saga Paul Macchiato só para compartilhar a felicidade:

NEVEEEEE!

Imagine a felicidade desde pobre Brasileiro paulistano/baurulino ao ver neve pela primeira vez na vida. Saio todo encapotado com um sorriso no rosto de ver tudo branquinho assim.

O centro da cidade tá lindo e acho que tem uns lagos congelados por aí. Então em breve mais fotos :)

Edit: fotos aqui!

Ah, um adendo:

=D~

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Assuntos (ou falta deles)

Twitter – Lu

Twitter – Pedro

  • tirando o site do Deutsche Bank, da Biblioteca da Uni Bremen, da BSAG e da Deutsche Bahn dos favoritos :( 17 hours ago
  • cara, dois anos e meio morando na Alemanha e eu ainda me surpreendo com a burocracia desse país. Ainda bem que DE VEZ EM QUANDO alguns fogem 1 day ago
  • últimas horas no apto. Sensação estranha... 2 days ago
  • isso se não tiver problemas com peso e/ou quantidade de bagagem no aeroporto né. Segue a vida. 3 days ago
  • malas pesadas demais, a vida em 4 malas + 3 caixas. Tou bem "meh" com tudo isso, quero fazer uma viagem sussa e chegar no Brasil logo. 3 days ago

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